seus braços abertos sempre parecerão um porto seguro
andar de ré e invadir lugares que já não me cabem mais. vou sacudindo cadeados trancados das portas que eu saí e jurava ter deixado abertas. agora parecem minúsculas e distantes. consigo ouvir meus amores aos gritos com risadas deliciosas. parecia que eu tava subindo o everest esse tempo todo e quando olhei pra baixo era só uma esteira velha e pesada. meu cansaço me obriga a ficar estatelada. aceitei. vou ficar. mas imploro silêncio. nada de risadas. nada de pedidos de socorro. nada de portas utópicas e brilhantes.